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Biodiversidade do Sudoeste Alentejano

 

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A existência de fundos rochosos abundantes e de vários acidentes geográficos como pequenas ilhas, baías e cabos, sistemas lagunares e o estuário do Rio Mira, proporciona habitats adequados em termos de abrigo, proteção a predadores, alimentação, desova e crescimento de juvenis de muitas espécies marinhas.


Nesta faixa litoral a flora é deslumbrante, destacando-se as espécies endémicas como a Biscutella vicentina e a Armeria royana, sendo também possível encontrar espécies raras ou muito raras, sendo algumas delas únicas no nosso País. Também a fauna nos oferece características únicas nestas paragens, pois ao longo de toda a costa, encontra-se a única população portuguesa de lontra (Lutra lutra) que utiliza o meio marinho para se alimentar de peixes e crustáceos litorais.


Nas falésias rochosas é possível encontrar várias espécies que aí nidificam, como o falcão-peregrino e a cegonha branca (Ciconia ciconia) que nidifica na zona em arribas marítimas - característica única de utilização deste tipo de habitat.


Nestas zonas são também frequentes espécies faunísticas mediterrânicas, destacando-se, o javali, raposas, ginetos, texugos e os saca-rabos.

Para além da zona costeira, que inclui praias magníficas como as de Vila Nova de Milfontes, Almograve, Carvalhal e Zambujeira do Mar, bem anichadas nas falésias, o interior do Concelho apresenta igualmente paisagens e valores bem interessantes: o Rio Mira, que rasga vales e montes no seu percurso até ao mar, a Barragem de Santa

Clara a Velha, uma das maiores albufeiras do País que proporciona abrigo e alimento a espécies piscícolas como o achigã e o pimpão, ou a própria Serra de S. Luís e os campos e o montado, tão característicos da paisagem alentejana.img1_albufeira_santaclara_rd


A sul, nas serras que envolvem esta área litoral destaca-se o medronheiro, cujo fruto é muito apreciado e valorizado no fabrico de aguardentes, constituindo a sua destila uma importante fonte de receita local.

Por aqui também as áreas integradas em Rede Natura 2000 têm uma forte expressão.


Para além destas o concelho possui ainda vastas áreas integradas em Reserva Ecológica Nacional (REN). Estas têm origem no Decreto-Lei n.° 321/83, de 5 de julho, que criou a REN com a finalidade de possibilitar a exploração dos recursos e a utilização do território com salvaguarda de determinadas funções e potencialidades, de que dependem o equilíbrio ecológico e a estrutura biofísica das regiões bem como a permanência de muitos dos seus valores económicos, sociais e culturas. A REN abrange zonas costeiras e ribeirinhas, águas interiores, áreas de infiltração máxima e zonas declivosas, representando cerca de 11% do território municipal.